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    Proterozoico


    Na escala de tempo geológico, o Proterozoico (do grego (proteros = anterior) + (zoikos = de animais) é o éon que está compreendido entre 2,5 bilhões e 542 milhões de anos, abrangendo quase metade do tempo de existência da Terra. Sendo o mais recente éon do Pré-Câmbrico, sucede o éon Arqueano e precede o éon Fanerozoico. Divide-se em três eras.
    Em algumas obras ainda se pode encontrar o termo Algônquico (ou Algonquiano) que, entretanto, entrou em desuso.

    Registro geológico

    O registro geológico do Proterozoico é muito melhor que o do Arqueano. Ao contrário dos depósitos de águas profundas do Arqueano, no Proterozoico ocorrem muitos estratos que foram depositados em extensos mares epicontinentais pouco profundos; além disso, muitas destas rochas foram menos metamorfizadas que as do Arqueano, são abundantes e inalteradas. O estudo destas rochas mostra que neste éon ocorreu acreção continental rápida e maciça (exclusiva do Proterozoico), ciclos supercontinentais, e actividade orogénica totalmente moderna.
    Por volta de 900 Ma as massas continentais parecem estar reunidas no supercontinente Rodínia que irá sofrer uma fragmentação no final do Proterozoico, a qual dará origem aos paleocontinentes da Laurência (América do Norte,Escócia, Irlanda do Norte, Groenlândia), Báltica (parte centro-norte da Europa), Sibéria unida ao Cazaquistão e Gonduana (América do Sul, África, Austrália, Antártida, Índia, Península Ibérica - sul da França.
    As primeiras glaciações ocorreram durante o Proterozoico; uma delas iniciou-se pouco depois do início deste éon, enquanto que ocorreram pelo menos quatro durante o Neoproterozoico, culminando na Terra bola de neve da glaciação Varangiana.

    Acumulação de Oxigênio 

    Um dos acontecimentos mais importantes do Proterozoico foi a acumulação de oxigênio na atmosfera da Terra. Ainda que, indubitavelmente, o oxigênio começou a ser libertado por fotossíntese ainda em tempos do Arqueano, a sua acumulação na atmosfera não era possível enquanto a capacidade dos sumidouros químicos - enxofre e ferro não-oxidados - não fosse esgotada; até aproximadamente 2.3 mil milhões de anos, a concentração de oxigénio atmosférico era talvez apenas 1 ou 2% da atual. As formações de ferro bandado, que fornecem a maioria do ferro produzido no mundo, foram também um importante sumidouro químico; a maior parte da acumulação cessou a partir de há 1.9 mil milhões de anos, quer devido ao aumento da concentração de oxigénio ou a uma melhor mistura da coluna de água oceânica.
    As camadas vermelhas, coloridas pela hematite, indicam um aumento da concentração de oxigénio atmosférico a partir de há 2 mil milhões de anos; não ocorrem em rochas mais antigas. A acumulação de oxigénio deveu-se provavelmente a dois fatores: esgotamento dos sumidouros químicos, e um aumento do enterramento de carbono, que sequestrou compostos orgânicos que de outra forma teriam sido oxidados pela atmosfera.

    Vida no Proterozoico

    O aparecimento das primeiras formas de vida unicelulares avançadas e multicelulares coincide aproximadamente com o início da acumulação de oxigênio livre; tal poderá dever-se ao aumento da disponibilidade dos nitratos oxidados que os eucariontes usam, ao contrário das cianobactérias. Foi também durante o Proterozoico que evoluíram as primeiras relações simbióticas entre mitocôndrias (para quase todos os eucariontes) e cloroplastos (apenas nas plantas e alguns protistas), e os seus hospedeiros.
    O surgimento de eucariontes como os acritarcas não foi anterior à expansão das cianobactérias; de facto, os estromatólitos atingiram a sua maior abundância e diversidade durante o Proterozoico, culminando há cerca de 1.2 mil milhões de anos.
    Tradicionalmente, a fronteira entre o Proterozoico e o Fanerozoico foi colocada na base do Câmbrico, quando os primeiros fósseis de trilobites e Archaeocyatha apareceram. Na segunda metade do século XX foram encontradas várias formas fósseis em rochas do Proterozoico, mas o limite superior do Proterozoico manteve-se inalterado na base do Câmbrico, atualmente fixada nos 542 de milhões de anos de idade.

    Fonte: Wikipédia

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    Item Reviewed: Proterozoico Rating: 5 Reviewed By: Bruno Angelim
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