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    Arqueólogos encontram 1,5 mil esqueletos de vítimas da peste negra

    REGISTRO DAS COVAS COLETIVAS NA EUROPA (FOTO: INSTITUTE OF ARCHAEOLOGY)

    Pesquisadores do Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências Tchecas localizaram 30 covas coletivas com cerca de 1,5 mil esqueletos na cidade de Kutná Hora, na República Tcheca. De acordo com os arqueólogos, a quantidade de restos mortais encontrados em uma mesma localidade representa uma descoberta recorde no continente: a maior parte das sepulturas foram escavadas durante o surto de peste negra na Europa durante o século 14.

    As covas coletivas foram encontradas durante reparos no Ossuário de Sedlec. O local atrai turistas de todo o planeta por conta de um detalhe tétrico: a capela católica é decorada em seu interior com milhares de caveiras e ossos humanos — a composição macabra foi desenvolvida no século 19, quando o tcheco František Rint foi contratado para organizar os esqueletos que se acumulavam no subterrâneo da igreja.

    OSSUÁRIO DE SEDLEC, NA REPÚBLICA TCHECA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)


    Apesar de parecer macabro, há uma explicação para o acúmulo de restos mortais nos arredores da cidade: antes da capela ser construída, no início do século 15, o local abrigava um cemitério que em pouco tempo alcançou uma superlotação.

    Os pesquisadores afirmam que as covas coletivas datam de dois períodos: a primeira leva de mortes aconteceu em 1318, quando uma crise de fome atingiu a região.




    Após 30 anos, outro morticínio se abateu sobre a população: causada pela bactéria Yersinia pestis e transmitida aos humanos por meio das pulgas de ratos e outros roedores, a peste negra exterminou ao menos um terço dos habitantes da Europa.

    Durante um período histórico em que a higiene pessoal e o saneamento básico definitivamente não estavam na ordem do dia, a doença se espalhou rapidamente. A epidemia ganhou esse nome porque os pacientes infectados apresentavam diferentes manchas negras pelo corpo, acompanhadas de hemorragia e falência em diferentes órgãos — com poucos recursos médicos disponíveis na época, as pessoas que contraíam a doença costumavam morrer após uma semana. 


    REGISTROS DAS SEPULTURAS COLETIVAS (FOTO: CAS INSTITUTE OF ARCHAEOLOGY)

    Os pesquisadores tchecos acreditam que é provável encontrar outras covas coletivas na região. De acordo com eles, essa descoberta contribuirá para conhecer maiores detalhes a respeito das pessoas que viveram durante a Idade Média — exames nas ossadas podem fornecer detalhes sobre o tipo de dieta dos habitantes, além de outros dados sobre a saúde daquelas pessoas.

    Fonte: Revista Galileu
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