• Em Destaque

    Colecionador compra dois fósseis de dinossauros por R$ 6 milhões cada

    Esqueletos do diplódoco, de 12 m de comprimento, do nariz ao rabo, e do alossauro, de apenas 1,5 m de altura
    O mercado dos fósseis já não é reservado exclusivamente aos cientistas. “Os dinossauros se tornaram tendência, objetos de decoração, como os quadros”, explica Iacopo Briano, especialista da casa de leilões Binoche et Giquello. A casa de leilões foi responsável pela venda, ontem, em Paris, de dois fósseis de dinossauros – um diplódoco e de um alossauro – por mais de 1,4 milhão (quase R$ 6 milhões) cada um. “Um único comprador, um estrangeiro, levou os dois dinossauros”, informou a casa de leilões. A compra foi feita pela internet.

    Os dois exemplares superaram o preço avaliado. O diplodocus foi vendido por € 1.443.820 (R$ 6,03 milhões) e o allossaurus por € 1.407.700 (R$ 5,8 milhões). O “pequeno” alossauro tem “60 dentes afiados” e mede 3,8 m de comprimento. “Um dinossauro adaptado à demanda parisiense, dado que só tem 1,5 m de altura!”, brinca Briano. Mas seu colega de leilão, o diplódoco, tem “12 m, do nariz ao rabo”.

    “São preços totalmente absurdos”, denuncia Ronan Allain, paleontólogo do Museu de História Natural de Paris. “É o mundo do luxo, não é para nós”, acrescenta. Um terceiro dinossauro, um terópode, com 9 m de comprimento e 2,6 m de altura, será leiloado pela casa Aguttes em 4 de junho.

    Especialista com ossos de um dos fósseis vendidos nessa quarta
    Entre os famosos colecionadores destacam-se os atores de Hollywood Leonardo DiCaprio e Nicolas Cage, segundo Briano. Cage chegou a ter de devolver um crânio de tarbossauro, que havia sido extraído ilegalmente da Mongólia.

    “Nos últimos dois ou três anos, os chineses se tornaram mais interessados pela paleontologia e têm procurado grandes espécimes de dinossauros encontrados em seu solo, para seus museus ou mesmo particulares”, disse Briano.

    Os novos compradores estão agora fazendo lances contra corporações multinacionais, além de europeus e americanos ricos, os compradores “tradicionais” de esqueletos de dinossauros, acrescentou Briano.

    Em 1997, McDonald’s e Walt Disney estavam entre os doadores que financiaram US$ 8,36 milhões para comprar Sue – o tiranossauro rex mais completo e bem- conservado do mundo – para o Field Museum of Natural History, em Chicago.

    “Milhões de pessoas vêm vê-lo, isso dá uma publicidade incrível para as empresas”, explica Éric Mickeler, especialista em história natural da casa de leilões Aguttes. “As pessoas querem dentes!”, explica. E também que haja uma história para contar e apresentem, por exemplo, marcas de combates ou de doenças incuráveis.

    Consultores científicos italianos com osso de um dos espécimes leiloados
    Os especialistas expressam, no entanto, suas reservas: apesar de que muitos dos fósseis que são leiloados não contribuiriam muito com a ciência, sempre pode-se encontrar nos lotes peças importantes.

    Mickeler afirma paralelamente que o mercado continua sendo “pequeno” e que “não se dirige a muita gente”. Embora possuir um dinossauro seja sinônimo de originalidade – são leiloados, no máximo, cinco por ano no mundo –, essa paixão tem suas desvantagens: seu preço e o espaço requerido.

    Para calcular o valor dos fósseis, são consideradas características como a raridade do espécime, a porcentagem de ossos verificados e a beleza de seu crânio.

    Fonte: O Tempo
    • Comente
    • Comente com Facebook

    0 comentários:

    Postar um comentário

    Item Reviewed: Colecionador compra dois fósseis de dinossauros por R$ 6 milhões cada Rating: 5 Reviewed By: Matteo Peixoto
    Topo